sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
O Bailarino e sua relação com a Barra!
Grande parte da sua vida, o bailarino passa diante da barra, ou ao lado dela; é lá que ele alonga, tonifica e algumas vezes deturpa e estraga o seu instrumento de trabalho: seu corpo.
É a barra que vai preparar fisicamente e tecnicamente um bailarino. Sem a sua execução, dificilmente, ele seria capaz de enfrentar as dificuldades técnicas encontradas hoje no balé clássico e em outras formas de dança.
Boa parte da qualidade deste aprendizado vem desta relação: bailarino - barra.
Costuma-se dizer que no futuro não haverá numa sala de aula de balé nem barras, nem espelhos, nem breu; apenas o bailarino com ele próprio. Quando falo de barra me refiro ao instrumento colado na parede e que o bailarino segura metade da sua vida, e não ao método de ensino nela praticado; este sim é essencial.
A relação do bailarino com a barra vai muitas vezes decidir no futuro as suas qualidades: se ele é leve, pesado, rápido, lento, limpo, se ele salta, se gira, enfim, se ele faz bem o seu ofício.
Essa relação classifica-se de duas maneiras: a primeira é postural e extremamente importante. Se o bailarino se apoia erradamente, se distribui mal o seu peso, todo seu esforço será pelo seu corpo mal aproveitado, podendo levá-lo a problemas posturais irreversíveis. Muitas vezes, um "acidente" acontecido durante a execução do centro ou no palco, foi na barra lentamente construído.
A barra deve ser apenas um instrumento para se chegar ao equilíbrio, o verdadeiro terreno do bailarino, todo o aprendizado da dança depende da concepção de equilíbrio que o bailarino venha a ter. Se ele equilibrar bem os seus ossos, seus músculos estarão prontos para movimentá-los.
A segunda maneira, é a forma como esse bailarino irá executar os exercícios necessários para a sua formação técnica. Quanto melhor empostado, mais aproveitamento muscular ele terá; quanto melhor executado for cada exercício, mais força, elasticidade, agilidade e saúde ele terá.
Portanto, pequenos detalhes, muitas vezes aparentemente sem importância, podem, na verdade, decidir a qualidade da dança deste bailarino.
Os elementos que compõem uma aula de ballet (alongamento, força, agilidade e explosão) são de diversas maneiras organizados e a sequência de exercícios muda dependendo de que escola ou método esteja sendo aplicado.
Fonte: Sampaio, Flávio "Ballet Essencial" Rio de Janeiro: Sprint, 3ª Edição, 2001.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Elementos de uma aula de Balé Clássico
Para uma aula de nível avançado, indica-se a sequência descrita a seguir, inclusive com alguns exercícios, que considero importantes, executados no chão.
ALONGAMENTO
No centro, de pés paralelos e afastados um do outro a mesma distância dos ombros, joelhos levemente dobrados. Alongar os braços e o tronco para cima (contra a gravidade), para frente (alongando os isquiotibiais) e para os lados.
O CHÃO
Exercícios abdominais e para o glúteo;
Exercícios de fortalecimento e alongamento para os músculos laterais e internos da coxa (fáscia lata e adutores);
Alongamento para os músculos abdominais e do glúteo;
Exercícios de fortalecimento para os braços, músculos peitorais e das costas;
A BARRA
Battement tendu com demi plié na 1ª posição e alongamento dos isquiotibiais;
Battement tendu simples na 1ª posição, exercitando a transferência de peso de uma perna para outra;
Grand plié na 1ª, 2ª e 5ª posição. Souplesse en avant e en arrière;
Battement tendu na 5ª posição;
Battement tendu rápido com acento dentro;
Battement jeté com passé retiré e equilíbrio;
Ronde de jambe à terre com grand plié na 4ª posição, souplesse en avante e en arrière em 4ª posição allongé;
Battement fondu;
Battement frappé e equilíbrio em grandes poses;
Ronde de jambe en l'aire;
Petit Battement sur le cou de pied;
Adágio;
Grand Battement;
O CENTRO
Placement: é onde se coloca posturalmente o bailarino agora sem a barra. Sendo o quadril o centro dos movimentos.
Battement tendu;
Degagé ou jeté;
Rond de jambe à terre;
Port de bras;
Pas de bourreés;
Pas de basque;
Pas chassé;
Passos e caminhadas;
ADÁGIO
Se trabalha a maturação artística e estética em exercícios de força e equilíbrio. As grandes poses e os movimentos lentos.
Ex: Developpé;
Arabesque;
Attitudes;
Promenade em grandes poses;
Grand rond de jambe en l'aire;
Fouetté à terre;
Écartes
Grand port de bras;
Grand plié;
Piruetas em grandes e pequenas poses;
VALSA
Se trabalha a movimentação do corpo em todas as direções, com giros rápidos e pequenos impulsos. Trabalha, também, a suavidade, a harmonia e a graciosidade dos movimentos.
Ex: Pas balancé;
Pas tombé;
Flic-flac;
Soutenu en tournant;
Detourné;
Déboulé;
Piruetas en dehors e en dedans;
Relevé;
Grand battement;
PEQUENO SALTO
É o aquecimento dos pés, para suportar o peso do corpo na descida dos saltos. Saltos de duas pernas para duas pernas.
Ex: Temps levé sobre duas pernas;
Changement de pied;
Echappé;
PEQUENO ALEGRO
São pequenos saltos, ou seja, aqueles que tem como impulso apenas o demi plié em duas ou apenas uma perna, misturados a movimentos brilhantes e giros rápidos. Podem ser ordenados em vários exercícios separados que acompanhem as dificuldades técnicas e a força empregada.
Ex: Assemblé;
Jeté;
Rond de jambe en l'aire sauté;
Sissonne simples;
Ballonné;
Ballotté;
Sobressaut de volée;
Temps de cuisse;
Temps levé em pequenas e grandes poses;
ALEGRO
São executados os grandes saltos, aqueles que tem na sua estrutura dois impulsos: o demi plié e o grand battement. Ou saltos e passos em que seja empregada uma grande força física e dificuldade técnica.
Ex: Grand jeté;
Grand jeté entrelacé;
Grand fouetté sauté;
Gargouillade;
Pas de poisson;
Cabriole;
Saut de basque;
Saut de l'ange;
Entrechats;
Tour en l'aire;
ALONGAMENTO
Todos os músculos, depois de muito exigidos, precisam ser alongados, para evitar a hipertonia muscular e a diminuição de elasticidade.
Ex: alongamento dos músculos mais solicitados:
Quadríceps;
Músculos das costas;
Abdminais: reto, oblíquos e intercostais;
Tendão de Aquiles e músculos da panturrilha;
Posteriores da coxa: isquiotibias e adutores.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A importância de Congressos, Encontros e Festivais na Construção do Conhecimento em Dança
Ao longo da formação do artista da dança, seja como intérprete, seja como criador, o dançarino passa horas fechado em sala de trabalho, submetendo-se a um treinamento corporal exaustivo que lhe exige muita dedicação, muito esforço e muita disciplina.
Sem dúvida, grande parte do conhecimento é construída pela prática da dança em si, pela experimentação do movimento, pela vivência cinética, pela experiência do sensível - afinal, toda e qualquer arte se aprende pela ação, pelo fazer.
Em dança, pode-se estudar sua história, dos primórdios da civilização manifestos em danças rituais às criações contemporâneas. Podem-se analisar as diferenças entre os estilos de uma escola e de outra, inseridas, ambas, em uma mesma técnica. Podem-se estudar, por uma vertente antropológica, as diferentes manifestações populares (sacras ou profanas), compreendendo o processo de tradição e ruptura, regra e transgressão, memória e inovação. Podem-se estudar as interfaces com outras áreas do conhecimento, como psicologia, comunicação, educação, sociologia, saúde, entre outras.
Destaca-se que profissionais de dança aqui no Brasil estão acostumados a participar de festivais de dança, de mostras coreográficas, de concursos, mas muito pouco de eventos científicos. Geralmente apenas pessoas envolvidas com a universidade têm familiaridade com esse universo.
Enfatiza-se então, a importância da participação dos profissionais de dança não apenas em festivais, mas em congressos, encontros, seminários e demais eventos, tanto artísticos quanto científicos.
Fonte: Strazzacappa, Márcia e Mornadi, Carla "Entre a arte e a docência: a formação do artista da dança" - Campinas, SP: Papirus, 2006 (Capítulo 5 - A daça e a formação do artista pág. 55)
Sem dúvida, grande parte do conhecimento é construída pela prática da dança em si, pela experimentação do movimento, pela vivência cinética, pela experiência do sensível - afinal, toda e qualquer arte se aprende pela ação, pelo fazer.
Em dança, pode-se estudar sua história, dos primórdios da civilização manifestos em danças rituais às criações contemporâneas. Podem-se analisar as diferenças entre os estilos de uma escola e de outra, inseridas, ambas, em uma mesma técnica. Podem-se estudar, por uma vertente antropológica, as diferentes manifestações populares (sacras ou profanas), compreendendo o processo de tradição e ruptura, regra e transgressão, memória e inovação. Podem-se estudar as interfaces com outras áreas do conhecimento, como psicologia, comunicação, educação, sociologia, saúde, entre outras.
Destaca-se que profissionais de dança aqui no Brasil estão acostumados a participar de festivais de dança, de mostras coreográficas, de concursos, mas muito pouco de eventos científicos. Geralmente apenas pessoas envolvidas com a universidade têm familiaridade com esse universo.
Enfatiza-se então, a importância da participação dos profissionais de dança não apenas em festivais, mas em congressos, encontros, seminários e demais eventos, tanto artísticos quanto científicos.
Algumas Considerações
- A existência de leis específicas que incluem a dança como atividade obrigatória nos currículos escolares não garante o ensino da dança nas escolas.
- A dança é historicamente a última na lista das linguagens artísticas presentes na escola. Artes visuais, música e teatro costumam anteceder a escolha pela dança.
- O ensino da dança continua sendo possível pela ação de pessoas apaixonadas, que acreditam na dança e que reconhecem a dança como uma área de conhecimento, logo, como um saber importante essencial na formação do cidadão. A expressão "apaixonada" não pode ser vista no sentido pejorativo nem naif do termo, mas como dedicação, crença. A motivação impulsiona as ações de dança e pela dança - a paixão.
Fonte: Strazzacappa, Márcia e Mornadi, Carla "Entre a arte e a docência: a formação do artista da dança" - Campinas, SP: Papirus, 2006 (Capítulo 5 - A daça e a formação do artista pág. 55)
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